
O encontro com Machado, ocorrido há duas semanas, na sede da Transpetro, no Rio de Janeiro, foi mediado pelo deputado estadual Sérgio Aguiar, que também esteve presente, juntamente com a prefeita do Município, Mônica Aguiar. De acordo com o deputado, a empresa ficou de elaborar e entregar à Transpetro uma carta de investimentos. "A estatal verá se a carta da empresa se encaixa com o que a Transpetro pensa para o Ceará", afirma Aguiar. A empresa cearense de consultoria Pentagonal, através de sua filial em Berlim, captou o contato com o grupo russo. Os empresários foram levados ao deputado, que recebeu a autorização do governador Cid Gomes para iniciar as tratativas dos investidores com a Transpetro. De acordo com o diretor executivo da Pentagonal, Aécio Gonçalves, o grupo já enviou uma série de documentos, comprovando seu interesse no investimento, mesmo após as negociações com Pernambuco não terem avançado. Em carta enviada à Pentagonal, o diretor geral da companhia, Alexander Aleshkin, afirma: "eu confirmo disposição e interesse da JSC SSTC em retomar cooperação com representantes de estruturas estatais e empresas comerciais do Brasil em todas as áreas relacionadas ao perfil de atividade da JSC SSTC nas quais o lado brasileiro estiver interessado". A consultoria enviará representantes, juntamente com os da Adece, para a visita à empresa e assinatura do memorando. Após análise dos documentos e da carta de investimentos, a Transpetro avaliará se a empresa é idônea e se possui capacidade para empreender o projeto. Para investir nele, entretanto, a JSC SSTC deverá passar por um processo licitatório para o fornecimento de embarcações petroleiras à estatal. De acordo com o deputado, o investimento na construção do navio petroleiro gira em torno de R$ 2 bilhões.
O município de Camocim é um dos quatro pontos da costa cearense apontados por estudo da Transpetro como viáveis para a instalação de um estaleiro de grande porte. O investimento de R$ 300 milhões no empreendimento inclui os gastos com a preparação da infraestrutura na área que antes abrigava uma salina. Será preciso construir um canal de acesso até o mar, além de fornecimento de água e energia para o local. O deputado informa que o município também está em busca de contato com outros investidores como plano reserva. "No caso de não conseguirmos um estaleiro de grande porte, poderíamos abrigar um estaleiro de reparos. Hoje, a reparação de embarcações brasileiras ocorre na China, e poderíamos trazer isso para cá", justifica.
Postado por Tadeu Nogueira às 07:30h
Com informações do DN / Foto: Divulgação