
Já falei em alguns
outros espaços e neste blog, sobre a importância de se preservar estes
monumentos. O Município tem meios para isso e não precisa ficar esperando a
ação do IPHAN. Em Camocim, enquanto prédios, só temos a Estação Ferroviária
tombada pela patrimônio estadual e mesmo assim já foram feitas intervenções internas que beiram o ridículo.
No próprio Código de Posturas e no Plano Diretor existem a possibilidade de se
criar um conselho municipal onde pessoas de conhecimento sobre a questão podem
definir áreas a serem preservadas.
Qual a motivação de não se fazer isso?
Talvez seja a falta da tal “vontade política”, ou mesmo desinformação. Outro
dia conversando com a arquiteta Silvana Valente ela me falou de sua luta junto
aos gestores quando fez parte da administração municipal, para que esse conselho
fosse efetivado. Falo isso porque sinto que o núcleo histórico da cidade está
perdendo espaço para essa tal especulação, notadamente o entorno da Estação
Ferroviária e adjacências. Preservar não é engessar o espaço; é dar-lhe um novo
uso recuperando a história passada. Fico imaginando o quanto não seria
interessante se este entorno pudesse ser apropriado para se criar equipamentos
de cultura, entretenimento e lazer. A Empresa de Algodão (foto) poderia ser um
cine-teatro, os armazéns em volta poderiam se transformar em restaurante-escola,
um museu. O Casa dos Engenheiros que já é a sede da Academia Camocinense de
Artes e Letras (ACCAL), poderia incorporar um Café Literário e uma livraria,
enfim, equipamentos que dinamizariam a vida cultural da cidade em consonância
com a atividade turística. Ideias não faltam... o que falta é esta tal vontade!
São nossos sonhos... enquanto não podemos ter outra coisa!
Carlos Augusto Pereira dos Santos
Historiador
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