Na contagem de votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o petista tem 45% no 1º turno, ante 40% do adversário do PL.
Na sequência, também em votos válidos, aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), com 4%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Zema (Novo) e Samara (UP) têm 1% cada, e os demais candidatos não atingiram 1%.
Lula tem vantagem mais ampla entre eleitores com 60 anos ou mais (49% a 36%), entre quem tem escolaridade fundamental (54% a 27%), na parcela com renda familiar de até 2 salários (50% a 28%), em regiões metropolitanas (43% a 35%, ante 42% a 39% no interior), no Nordeste (56% a 26%) e na parcela de católicos (50% a 32%).
Flavio Bolsonaro fica à frente do petista nas faixas de renda mais altas (47% a 34% na faixa de 2 a 5 salários, e 47% a 37% na faixa acima de 5 salários), no Sul (50% a 30%) e entre os evangélicos (52% a 26%).
Há empate entre Lula e Flavio nas faixas etárias de 16 a 59 anos, nos segmentos de escolaridade média e superior, no Sudeste (40% a 39%) e no interior do país (42% a 39%). Entre quem recebe Bolsa-Família ou mora numa residência com beneficiários do programa, 56% pretendem votar em Lula, e 26%, em Flavio Bolsonaro.
Na parcela não beneficiada direta ou indiretamente pelo Bolsa-Família, 38% votariam no petista, ante 41% que optariam pelo nome do PL no 1º turno.
Na parcela do eleitorado não-alinhada ao bolsonarismo nem ao petismo, 24% pretendem votar em Lula no 1º turno, e 25%, em Flavio Bolsonaro, com Cury (9%) e Renan Santos (9%) na sequência, e 16% de opção pelo voto em branco ou nulo.
NO 2º TURNO, LULA (48%) E FLÁVIO (45%) EMPATAM
Na simulação de 2º turno da disputa presidencial entre Lula e Flavio, o atual presidente tem 48% das intenções de voto, contra 45% do candidato pelo PL, com 6% de brancos e nulos e 1% de indecisos.
O atual levantamento foi realizado entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios, com eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE, sob o número BR-08039/2026.
Por Tadeu Nogueira (com Folha)